L200 que nem chegou ao Brasil é renovada na Europa

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por Alessio Sanavio

Infomotori.com

exclusivo no Brasil para Auto Press

A Mitsubishi L200 acaba de passar por uma verdadeira transformação com o objetivo de ser credenciar para competir entre as picapes médias mais cascudas. Universalmente reconhecido, com 4,7 milhões de unidades vendidas no mundo, o modelo produzido na Tailândia deu um verdadeiro salto. Apesar de estruturalmente ainda ser a quinta geração, lançada em 2015, a picape sofreu diversas mudanças, em comparação com a versão anterior. Elas abrangem tanto a parte mecânica quanto o interior. E com direito a receber muitos recursos de segurança herdados dos carros de passeio. No Brasil, a Mitsubishi L200 ainda é vendida na quarta geração, originalmente lançada em 2006, e que sente de forma explícita o peso da idade e a defasagem tecnológica. Dentro da gama Mitsubishi, que vem sendo renovado, o modelo destoa visualmente. Não à toa, o modelo atualmente está em décimo lugar nas vendas de picapes no mercado brasileiro. E a previsão é que a quinta geração só apareça por aqui apenas para a linha 2020.

Do ponto de vista estético, esta segunda fase da quinta geração recebeu uma renovação intensa, com um design mais sólido e robusto. Muito características são as peças moldadas em metal, que dão um importante dinamismo à parte frontal. Na lateral, o comprimento de 5,30 metros impressiona e as linhas quadradas e formas suaves são intercaladas, para dar certo dinamismo ao perfil. O teto é estranhamente inclinado, mas o motivo é o fato de que, em geral, a nova Mitsubishi L200 acena para o mundo do consumo com um coeficiente aerodinâmico claramente melhorado em comparação ao passado. As rodas de 18 polegadas ocultam um sistema de freios revisado para acomodar um disco de 320 mm e uma pinça de duplo pistão. A traseira ostenta a grande tampa e longas lanternas verticais.

Entre as tecnologias, há câmera de 360° e um comando instalado perto da alavanca de câmbio permite escolher entre quatro modos de tração diferentes: traseira, integral, integral com bloqueio de diferencial e integral com marchas reduzidas. Deve-se mencionar que a tração nas quatro rodas pode ser mantida em todas as velocidades e isso representa uma diferença importante em comparação com as várias propostas no mercado de hoje. Há também uma novidade a mais para o uso fora de estrada: é possível escolher entre quatro modos de condução diferentes, de acordo com o terreno em que se trafega, o que melhora significativamente a tração em situações de off-road. Aparece ainda a função Hill Descend Assist, que pode ser ativada em declive e mantém a velocidade até 20 km/h, deixando ao motociclista o único ônus de decidir para onde virar as rodas da frente.

Até a estrutura passou por um processo importante e hoje são utilizados painéis de alta resistência, mais leves e também submetidos a tratamento para tornar o aço mais resistente à corrosão. O sistema de suspensão inclui molas helicoidais à frente e feixe de mola na traseira. Essa escolha é um pouco contrária ao mercado, mas pode ser justificada na ideia de que essa picape é dedicada principalmente ao campo profissional e, portanto, a caçamba é mais adequada para cargas pesadas. Tanto a frente quanto a traseira foram atualizadas com molas mais longas e a adição de uma sexta lâmina no feixe traseiro.

O motor é um 2.2 turbodiesel que rende 150 cv desenvolve um torque de 40,8 kgfm – no Brasil, a L200 usa um motor turbodiesel 2.4 de 190 cv e 43,9 kgfm. Além de transmissão manual, há a possibilidade de se escolher um novo câmbio automático de seis velocidades – no Brasil, ele é de cinco velocidades. Há recursos como detector automático de pedestres, sistema de monitoramento de ponto cego, assistente de mudança de faixa e alerta de tráfego cruzado na traseira. Para a condução fora de estrada, o monitor da central multimídia permite monitorar a área ao redor do veículo, fornecendo uma imagem panorâmica de todos os obstáculos na tela (Colaborou Márcio Maio/Auto Press).

 

Primeiras impressões

Vocação persistente

Roma/Itália – Basta entrar na cabine para perceber que, de maneira geral, os materiais têm boa qualidade e a sensação é a de se estar dentro de um SUV. A visibilidade é excelente, principalmente porque, além da câmera de visão de 360 graus, até os limpadores do para-brisa são quase ocultos. É difícil encontrar plásticos duros, mas convém frisar que se trata de um automóvel destinado principalmente ao trabalho, e não um sedã para longas viagens.

Quanto ao propulsor turbodiesel, até por se tratar de uma picape média, não dá para dizer que esbanje vigor. Aí também fica nítida a vocação profissional do modelo. De qualquer forma, apesar de não haver um espírito tão esportivo, o trem de força cumpre seu dever honestamente.

A lista de itens de série é longa e muito completa. Na verdade, a L200 se mostra bem próxima a um utilitário esportivo em seu recheio – o que eleva consideravelmente o nível de qualidade para esse tipo de carro. É claro que a concorrência no segmento é forte e os concorrentes atuais têm uma base sólida. Mas com essa nova picape, a Mitsubishi certamente tem condições de surpreender os consumidores da categoria.

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