Kawasaki Z400 tem visual agressivo e muita potência

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por Eduardo Rocha

Auto Press

A Kawasaki foi precursora na ideia de ir além do visual esportivo com modelos de média e baixa cilindrada, com a Ninja 250R, ainda na década de 1980. O modelo, basicamente um moto de corrida amansada para andar nas ruas, tinha 37,4 cv e seu motor bicilíndrico girava a 14 mil rotações. Esta moto foi a origem da Ninja 300, que surgiu em 2012. Só em 2015, a fabricante japonesa teve a ideia de tirar a roupa da Ninja 300 e criar a Z300. Apenas três anos depois, a Kawasaki resolveu dar um gás nas suas esportivas. A carenada Ninja 400 chegou ao Brasil em agosto do ano passado. Já a Z400 levou mais um ano para chegar, o que acontece agora. O conceito é o mesmo da antiga Z300, bem agressivo. Assim como o preço: R$ 22.990, nas cores Lime Green e Carnial Red.

Este valor deixa o modelo da Kawasaki exatos R$ 700, ou 3%, mais cara que sua rival direta, a Yamaha MT-03. O argumento que a Z400 agora tem para este enfrentamento é a potência, que ficou 23% maior, e o torque, que subiu em 40%. Os números passaram de 39 para 48 cv e de 2,8 para 3,9 kgfm, enquanto a MT-03 mantém dos 42 cv de potência e o torque de 3 kgfm. De fato, no mercado internacional, a menor potência da naked da Kawasaki a deixava em nítida desvantagem nesta briga, que a marca espera equilibrar agora.

Para arrancar este desempenho dos 399 cc do motor de dois cilindros, a engenharia da marca foi nos detalhes. A ideia foi reduzir o tamanho do motor, criar um fluxo mais fluido para os gases do escapamento, reduzir a extensão das galerias de arrefecimento, para reduzir o volume de líquido, aliviar o volante e reduzir o peso das peças internas, que são as que mais roubam potência do motor. A embreagem teve o diâmetro dos discos reduzidos de 139 para 125 mm.

Ainda atrás da redução de peso, o novo chassi é em treliça, com design semelhante ao usado na superesportiva H2, e o entre-eixos foi encurtado em 3,5 cm – agora em 1,37 metro –, para dar mais agilidade nas curvas e mudanças de direção. No final, com toda esta intervenção, a Z400 ficou 3 kg mais leve que a Z300, apesar do aumento de cilindrada. A suspensão também foi mexida, até para adequar a moto ao novo desempenho. O garfo dianteiro passou de 37 para 41 mm ‑ mas ainda é convencional, e não invertido como na MT-03. O freio também foi redimensionado e agora tem 310 mm na frente e 220 mm atrás.

O visual da nova Z400 é diretamente herdado da Z650. A Kawasaki define como um design que compõe elementos que dão robustez com linhas fluidas. A rigor, trata-se de uma simples atualização da Z300, com volumes são bem próximos. A frente é um pouco mais baixa e as laterais perderam as grandes aletas na lateral do radiador, o que deixou a moto mais fina. Os detalhes de ângulos, recortes e protuberâncias são entalhados. A não ser pelas rodas, nada é redondo na Z400. Outra herança da Z650 é oi painel, totalmente em TFT, com velocímetro digital e um arco superior onde se encaixa o conta-giros analógico.

Primeiras impressões

Posição de ataque

São Paulo/SP – Os números da Z400 impressionam. Seu motor de 48 cv tem de animar uma moto com apenas 167 kg. E a caixa de seis marchas permite explorar muito bem a esportividade do modelo. Mas há um ponto que poderia ser melhorado, que é a suspensão dianteira, com telescópicos convencionais. Uma suspensão invertida traria muito mais agilidade. E a falta é ainda mais destacada por estar presente na principal rival, a Yamaha MT-03.

Em movimento, o giro do motor sobe rápido até alcançar o regime da potência máxima, de 48 cv a 10 mil rpm. Ela se faz valer do torque do excelente e ganha velocidade rapidamente – a aceleração de zero a 100 km/h é estimada em 5,3 segundos. Mesmo com a suspensão dianteira convencional a Z400 faz curvas com muita segurança, mantém o equilíbrio e é rapida nas mudanças de direção. O entre-eixos curto e o comprimento contigo, de 1,99 metro, ajudam nisso.

O desenho da moto permite o encaixe do piloto como se tratasse de um modelo monoposto, ainda mais porque o degrau entre o assento dianteiro e o traseiro forma um apoio lombar. Como o banco é baixo – tem 78,5 cm de altura – e toda a massa do veículo é centralizada, piloto e moto formam um só conjunto. Com isso, o condutor fica logo à vontade em cima da naked. Apesar da proposta esportiva, a posição não é forçada nem cansativa. As pedaleiras ficam bem na linha do tronco e o guidão fica numa altura bastante confortável.

 

Ficha técnica

Kawasaki Z400

Motor: Gasolina, quatro tempos, 399 cm³, dois cilindros paralelos, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e injeção eletrônica.

Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por corrente.

Potência máxima: 48 cv a 10 mil rpm.

Torque máximo: 3,90 kgm a 8 mil rpm.

Diâmetro e curso: 70 mm X 51 mm.

Taxa de compressão: 11,5:1.

Suspensão: Garfo telescópico com 120 mm de curso. Traseira do tipo monochoque com sete regulagens na pré-carga da mola, com 130 mm de curso.

Pneus: 110/70 R17 na frente e 150/70 R17 atrás.

Freios: Disco simples de 310 mm e pinça semi-flutuante com dois pistões na frente e disco simples de 220 mm e pinça com dois pistões na traseira. ABS de série.

Dimensões: Motocicleta com chassis tipo treliça de dois lugares com 1,99 metros de comprimento total, 0,80 m de largura, 1,05 m de altura, 1,37 m de distância entre-eixos e 0,78 m de altura do assento.

Peso: 167 kg.

Tanque do combustível: 14 litros.

Produção: Manaus, Brasil.

Lançamento no Brasil: setembro de 2019.

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