Chevrolet reedita tática de sucesso com o novo Tracker

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Tática reeditada

Chevrolet tenta repetir com o novo Tracker a estratégia que fez sucesso com linha Onix

por Eduardo Rocha

Auto Press

                A Chevrolet demorou para entrar de verdade no segmento de SUVs compactos. Até a segunda geração do modelo, que sai de cena agora, a marca da General Motors trazia o modelo de fora – Argentina na primeira geração e do México na segunda. Agora, o modelo de terceira geração está sendo produzido em São Caetano do Sul, em São Paulo, o que deixa clara a intenção de brigar pela liderança do segmento, posto ocupado atualmente pelo Jeep Renegade. Para chegar nisso, o Tracker teria de multiplicar a média atual de vendas por cinco, para alcançar cerca de 5 mil unidades/mês. Para isso, a GM apostou no maior alcance da nova gama. O antigo Tracker tinha três configurações com preços a partir de R$ 94.500 na versão LT indo até R$ 108.990 na Midnight. A nova gama tem cinco configurações e inicia em R$ 82 mil na 1.0 Turbo manual e chega a R$ 112 mil na Premier.

               Além de ampliar o espectro de potenciais consumidores, a Chevrolet decidiu aplicar em seu SUV compacto a mesma estratégia que deu certo na linha de compactos Onix, modelo com o qual, inclusive, compartilha a plataforma. A montadora equipou seu SUV compacto desde a versão básica, 1.0 Turbo manual, com itens que os rivais só oferecem em versões mais caras. Caso de seis airbags, sensor traseiro, luz diurna em led e sistema multimídia com roteador e tela de 8 polegadas. A versão de entrada, que custa R$ 82 mil, traz ainda roda de liga leve aro 16, farol tipo projetor, lanternas em led e controle de estabilidade e tração com assistente de partida em rampa.

                A não ser pelo trem de força, o conteúdo é praticamente o mesmo da versão 1.2 Turbo automática, que custa R$ 90.500. A diferença é o controle de cruzeiro com limitador de velocidade e o sistema start/stop, que estão sempre presente nos modelos com transmissão automática. Entre as duas, por R$ 89.900, há a versão LT 1.0 Turbo Automática, que além do câmbio, recebe chave presencial, câmera de ré e detalhes estéticos como rack em prata e grade frontal com uma barra cromada.

               A versão seguinte é a LTZ, que usa o novo motor 1.2 Turbo com caixa automática e sai a R$ 99.900. A configuração adiciona, em relação à versão 1.2 Turbo, rodas de liga leve aro 17, sensor de luz e chuva, chave presencial, câmara de ré, alerta de ponto cego e bancos com revestimento em couro sintético e tecido. A versão de topo é a Premier, que custa R$ 112 mil e acrescenta faróis em led, teto solar panorâmico, alerta de colisão frontal com frenagem automática de emergência, ar-condicionado digital, sistema semiautomático de estacionamento, retrovisor eletrocrômico, acabamento em couro sintético nos bancos, painéis de porta e console frontal.

                Em relação à segunda geração do Tracker, que ainda está sendo vendida, o novo Tracker perdeu força na motorização. Ambos os propulsores disponíveis do novo Chevrolet Tracker são tricilíndricos turbo flex, duplo comando no cabeçote com injeção multiponto, produzidos na fábrica de Joinville, Santa Catarina. O motor 1.0 rende 116 cv de potência e 16,3/16,8 kgfm de torque com gasolina/etanol, enquanto o 1.2 Turbo gera 132/133 cv e 19,4/21,4, na mesma ordem. O motor 1.4 Turbo de 153 cv, que equipava a geração anterior, deixa de ser usado.

              Em relação ao antecessor, o novo Tracker perdeu altura e ficou 5,2 cm mais baixo e ficou com 1,62 metros. Mas ganhou 1,5 cm no comprimento, na largura e no entre-eixos, com 4,27 metros, 1,79 m e 2,57 m. Ficou também até 142 kg mais leve, no caso da versão Premier. Mas em relação ao peso, não chega a ser um grande mérito do novo projeto. O caso é que o modelo antigo tinha 1.413 kg, total próximo ao do Jeep Renegade, reconhecidamente o mais robusto dos SUVs compactos do mercado. O atual Tracker Premier ficou com 1.271 kg, o que ainda não é pouco. Em relação do Nissan Kicks, por exemplo, são 138 kg a mais. Até pelas características do Tracker, como a distância para o solo de apenas 15,7 cm, o Kicks, o T-Cross da Volkswagen e o Creta da Hyundai serão os rivais preferenciais, modelos que também seguem a linha de “SUV urbano”, assumida pela Chevrolet.

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