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A próxima geração

Versão atualizada

Novo Hyundai Kona Full Hybrid, ainda sem data no Brasil, impressiona pela tecnologia e performance

por Cláudio Soranzo

Infomotori.com/Itália

Exclusivo no Brasil para Auto Press

Os carros híbridos parecem ser o meio-termo natural na transição entre motores a explosão e elétricos. Em relação ao elétrico, a parte elétrica em um híbrido é menos onerosa, pois a bateria é bem menor, e ainda evita o inconveniente de não poder ir muito longe de uma tomada viável. Em relação ao carro a combustível fóssil, as vantagens aparecem nos índices de emissões e no consumo bem mais baixo. Com o Kona, a Hyundai apostou em todas as vertentes, com versões convencionais, híbrida e 100% elétricas.

Dependendo do mercado, oferece todos, duas ou apenas uma. Na Europa, as três estão disponíveis, mas no Brasil apenas a híbrida e a 100% elétrica estão disponíveis. Mas o mais grave é que a oferta é dos modelos da primeira geração, enquanto o resto do mundo já dispõe da segunda geração há mais de um ano. Esta defasagem, no entanto, não se traduz um preço mais atraente para o Kona trazido pela Caoa. Ele custa salgados R$ 169.990.

O mais curioso dessa situação é que o Kona foi lançado no Brasil em julho do ano passado, sete meses depois da segunda geração ser apresentada. A impressão que dá é que a Caoa limpou o estoque na Coreia do Sul do modelo antigo para conseguir um negócio mais lucrativo. O modelo avaliado, no entanto, é o Kona Full Hybrid de segunda geração na versão N Line, que tem visual esportivo. As evoluções dessa para a antiga geração do crossover médio da Hyundai são substanciais no que diz respeito à estética. O atual Kona pode ser considerado um modelo de linhas conservadoras, sem qualquer ousadia. Já o novo Kona é até extravagante, com uma frente cheia de personalidade, com uma faixa luminosa cortando toda a frente do veículo e conjuntos óticos nas quinas do para-choque.

De maneira geral, a nova geração do Kona apresenta linhas dinâmicas e distintas. O modelo também cresceu em tamanho e conteúdo, na esperança de atrair jovens e aumentar a base de consumidores da marca. Novas tecnologias, recursos de auxílio à condução segura, alto grau de conectividade e bom nível de conforto. O Kona está baseado na plataforma K3 – a mesma do Kia Niro – e tem um tamanho intermediário em relação a Creta e Tuscon.

Ele tem 4,35 metros de comprimento, 1,82 de largura e 1,57 de altura, com entre-eixos de 2,66 metros. A versão N Line mais esportiva é 3,5 cm mais comprida, por conta dos defletores colocados à frente da grade dianteira, e 1 cm mais alta, reflexo das rodas de 18 polegadas. Em comparação com a geração anterior, é 15 cm mais comprido e tem um porta-malas 30% maior, com 480 litros.

Na variante N Line, o novo Kona traz um design mais agressivo na dianteira e traseira. A grade esportiva e as entradas de ar, o para-choque em forma de asa e as saídas de escape duplas dão ao veículo uma sensação esportiva, enquanto os retrovisores laterais em preto brilhante – o teto preto de dois tons é opcional. As saias laterais são prateadas ao redor da carroceria, criam uma postura mais baixa e acentuam uma imagem de alto desempenho. Por dentro a versão trtaz pedais metálicos exclusivos N Line e alavanca de câmbio N.

Sob o capô, ele traz duas opções de motores a explosão. As versões mild hybrid trazem um 1.0 TGDi, usado no Brasil na linha HB20. Ele rende os mesmos 120 cv daqui, mas lá recebe o auxílio de um sistema elétrico de 48V, que eleva a potência em momentos críticos, como acelerações e retomadas para até 141 cv. Já a versão Full Hydrid usa o propulsor 1.6 TGDI, tem potência combinada de 198 cv, com 27,5 kgfm de torque. Ele é gerenciado por um câmbio de dupla embreagem com sete velocidades e acelera de zero a 100 km/h em 8,7 segundos, com máxima de 210 km/h (Reportagem de Cláudio Soranzo, Infomotori Itália. Exclusivo no Brasil para Auto Press. Fotos de divulgação).

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Sob controle

A versão N Line tem um design mais desportivo, mas ao mesmo tempo, mais limpo, já que os arcos das rodas na cor da carroçaria. Para-choques e rodas são mais exuberantes e ajudaram a chamar a atenção para o carro no percurso de 160 km, que partiu do centro de Milão rumo a Noroeste, até chegar ao Lago Orta. Cerca de 75% do percurso foi de autoestrada e o restante em estradas secundárias bem movimentadas. O Kona em teste, de uma bela cor vermelha, cumpriu exatamente a promessa da marca e ofereceu um nível de conforto dos mais altos na categoria. Ágil na cidade e muito bem disposto na estrada, a nova geração do SUV médio-compacto ofereceu um convívio bastante agradável e relaxante mesmo na volta.

Os diversos sistemas de segurança disponíveis no novo Kona por vezes pareceu exagerados. E pouco discretos. Caso do alerta de velocidade, que soa uma campainha desagradável se a velocidade do carro estiver acima da indicada nas placas que a câmera externa inexoravelmente captou. Para desarmá-lo é preciso uma série de configurações, quase ritualísticos, que infelizmente não foi possível cumprir durante a avaliação.

Por outro lado, os assentos oferecem ótima ergonomia, com uma ótima distribuição do peso corporal, o que ajuda a reduzir a fadiga depois de muito tempo dirigindo. Muito inteligente também o posicionamento do controle do câmbio elétrico shift-by-wire, atrás do volante (quase escondido), que permite liberar o console central e obter mais espaço disponível. Também não deve ser subestimada a abertura elétrica inteligente e personalizável da tampa traseira: o motorista pode ajustar a altura máxima de abertura e a velocidade da porta traseira na tela da central multimídia.

Os elementos de design específicos da versão N Line conferem ao carro uma dimensão decididamente esportiva. Para-choques, aerofólio, escape cromado duplo e retrovisores pretos. Chama a atenção a saia lateral prateada envolvente na parte inferior da carroçaria, que passa a impressão que o modelo é rebaixado, como carros de alta performance.