Sem preferência
Territory híbrido chega em países vizinhos, mas Brasil fica para 2º semestre
com Jorge Beher
Autocosmos.com/Chile
Exclusivo no Brasil para Auto Press
A Ford passou a importada da China uma nova variante do Territory. Desta vez, o SUV médio, produzido pela joint-venture com a JMC, na cidade de Nanchang, chega numa versão híbrida. O modelo já está no mercado do Chile, da Argentina, da Colômbia, do Equador, do Uruguai, do México… Como costuma ser a política da Ford, o Brasil ficou para o fim da fila. A versão híbrida aborda dois itens importantes do modelo: melhora do desempenho e redução no consumo de gasolina – assim como o Territory convencional, não há motorização flex no cardápio.

Não há nenhuma alteração substancial na parte externa do modelo. As dimensões continuam em 4,69 m de comprimento, 1,93 m de largura, 1,71 m de altura com entre-eixos de 2,73 m. O porta-malas acomoda 448 litros. Há, porém, dois pequenos que ajudam a identificar a versão: a plaqueta com a inscrição “hybrid” e as letras em preto. Por dentro, o modelo também não traz maiores mudanças, a não ser pela cor dos estofados. Em relação a equipamento, a base é a versão Titanium, que é vendida no Brasil por R$ 220 mil. A motorização híbrida deve encarecer o modelo em pelo menos 15%, saltando para cerca de R$ 250 mil.

A verdadeira novidade está por trás do capô. O modelo traz um motor Ecoboost 1.5, como o usado no Brasil – nos demais mercados, o Territory usa um motor Ecoboost 1.8 – mas com ciclo Miller, que atrasa o fechamento da válvula de admissão para reduzir o volume da mistura na câmara de combustão. Com isso, a potência cai dos 169 cv e 25,5 kgfm normais para 148 cv e 23,4 kgfm. A compensação vem com a transmissão híbrida dedicada com duas marchas, que incorpora um motor elétrico de 215 cv e 32,1 kgfm, alimentado por uma bateria de 1,8 kWh. Na combinação, sobram 245 cv e 55,4 kgfm e quase nenhuma autonomia.

Essa potência tem três modos de condução Normal, Eco e Sport, mas perde o modo Trilha presenta nas versões a combustão. O objetivo é melhorar o consumo, especialmente no ciclo urbano. Segundo o InMetro, o Territory com motorização convencional cumpria a média de 8,8 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada. Agora a promessa é alcançar 26,3 km/l em ambiente urbano e 14,9 km/l em rodovia. Mas como é uma empresa do país de Donald Trump, é esperar para ver se é verdade.

Para o mercado brasileiro, a Ford estuda lançar uma versão PHEV, ou plug-in híbrida, para poder encarar modelos como Byd Song Pro e GWM Haval H6, já consolidados nesse segmento – além dos diversos outros chineses que já chegaram e continuam chegando. A ideia é usar uma bateria de 18,4 kWh, que promete uma autonomia em torno de 100 km no otimista ciclo chinês CLTC. No ciclo PBEV, usado no Brasil, esse alcance chegaria a, no máximo, 65 km.






