Nova Triumph Tiger 1200 fica mais leve, mais potente e mais tecnológica
Há não muito tempo, as marcas se afirmavam no mundo das duas rodas pela capacidade de produzir o melhor modelo superesportivo. Atualmente, apenas uma pequena parte dos consumidores ligam de forma atávica à velocidade e estão cada vez mais conectados conceitualmente à ideia de aventura e sobrevivência ao fim do mundo. Por isso, o segmento de maxitrails ganha cada vez mais importância. Nesse ringue, as marcas se digladiam por valores como resistência, força, versatilidade e conforto. Foram estes valores que orientaram a britânica Triumph no desenvolvimento da nova geração da Tiger 1200.
O modelo foi apresentado com uma gama composta de cinco modelos divididos em duas linhas. Na linha GT, pensada para longas viagens. A mais simples é chamada simplesmente de GT, já a GT Pro é a intermediária, que recebe um pouco mais de equipamentos de conforto, e a de topo é a GT Explorer, que conta com tanque de 30 litros – o da Pro tem 20 litros – e baús laterais. Já a linha Rally, mais voltada para aventuras fora de estrada, conta apenas com os modelos Pro e Explorer. Para o Brasil, a Triumph confirmou a vinda em 2022 de três delas: Rally Pro, GT Explorer e Rally Explorer.
A nova Tiger 1200 foi completamente reprojetada, do motor ao chassi, passando por novos recursos tecnológicos. A moto tem em torno de 250 kg – um pouco mais ou menos, de acordo com os equipamentos ‑ e ficou 25 kg mais leve que a antecessora e, segundo a Triumph, tem 17 kg a menos que qualquer rival do segmento que use transmissão por cardã – leia-se BMW R1200 GS – com o mesmo padrão de conteúdo.
Parte desta economia de peso veio do chassi, que perdeu 5,4 kg, e de componentes em alumínio como o subquadro traseiro aparafusado, a balança traseira com link triplo e o tanque de combustível. A ideia nesse regime foi dar maior agilidade e facilidade no manuseio para o modelo. Nesse sentido, o modelo conta com um sistema suspensivo renovado, com amortecedores semiativos da Showa invertidos na frente e único na traseira.
Apesar das grandes mudanças estruturais, a nova Tiger 1200 não faz uma ruptura estilística com as atuais maxitrails e manteve as linhas típicas do segmento, com um tanque de robusto de grandes proporções, assento relativamente baixo para facilitar a manobrabilidade e uma roupagem relativamente pequena, que deixa boa parte do motor e da estrutura exposta. Na frente, a carenagem embute um conjunto ótico com formato de máscara de super-herói, com o falso para-lama elevado – um modismo que já está durando tempo demais ‑ e agrega um para-brisa de boas dimensões para a proteção em estrada.
Para explorar as maiores capacidades desta nova geração, a marca refez totalmente o motor tricilíndrico. Ele agora tem uma configuração T-plane – com dois ângulos de 90º e um de 180º entre as bielas ‑, desenho que gera um torque mais constante e progressivo, desde as baixas rotações. Ele tem exatos 1.160 cm³ e gera 150 cv a 9 mil rpm e 13,26 kgfm a 7 mil giros – 9 cv e 0,82 kgfm a mais que na geração anterior. Uma das vantagens propaladas pela marca é que as revisões tiveram o prazo estendido, com intervalos a cada 16 mil km ou um ano.
Nas versões Explorer, o modelo traz recursos de auxílio à condução inéditos no ambiente de duas rodas. Caso, por exemplo, do radar voltado para trás que monitora os pontos cegos e também dá um alerta sonoro quando o piloto indica mudança de faixa e há um veículo se aproximando. A linha conta ainda com controle de tração otimizado para curvas e quatro modos de pilotagem, que ajustam a resposta do acelerador, dos freios ABS, do controle de tração e as configurações de suspensão: Road, Rain, Sport e Off-Road, além de um quinto modo que pode ser configurado individualmente pelo condutor.
A versão Rally Explorer ainda tem um sexto modo Off-Road Pro, uma configuração off-road mais extrema para aventuras off-road avançadas, com ABS e controle de tração desativados e um mapa de aceleração específico. Cada um desse modos adequa os parâmetros para o ambiente e a situação de utilização. No modo Rain, por exemplo, a intervenção dos sistemas auxiliares é a máxima e a potência do motor é limitada a 100 cv.
Todos os recursos eletrônicos do modelo são gerenciados através do novo painel de instrumentos em tela de TFT de 7 polegadas com diversos grafismos configuráveis. O modelo tem ainda o sistema My Triumph, que permite chamadas, navegação curva a curva e controle de uma câmera GoPro. O modelo ainda traz um conjunto ótico em led com luz de rodagem diurna e sistema adaptativo para curvas.
As versões designadas para o Brasil trazem de série o sistema quick shift, para trocas de marcha sem uso de embreagem, sistema de auxílio para partidas em rampas e manoplas com aquecimento. As versões Explorer têm ainda monitoramento de pressão de pneus e assentos com aquecimento. Os preços devem s manter na mesma lógica da antiga gama, o que significa de deve começar em torno de R$ 90 mil. (por Eduardo Rocha, Auto Press. Fotos: Divulgação)














