Avaliação do Audi Q5 que chega ao Brasil em junho

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SUV em evolução

Avaliado no México, novo Audi Q5 2021 vai chegar ao Brasil em junho com mudanças no visual e melhorias tecnológicas

                O Audi Q5 2021 vem de uma linhagem recente, mas relativamente bem sucedida. O modelo foi introduzido em 2008 e esta primeira geração teve uma longa duração – foi substituída apenas em 2017. Esta segunda geração, apresentada no Salão de Paris no final de 2016, trouxe como novidade o fato de que seria produzido na fábrica mexicana da Audi em San José Chiapa, em Puebla. É de lá que virá o modelo renovado para a linha 2021, que passou por uma renovação que promoveu um leve face-lift e diversas atualizações técnicas. A linha Q5 2021 ficou em oferta promocional de pré-venda no Brasil entre fevereiro e março, com entregas previstas para junho e julho.

     

 

     

    Neste face-lift de meia-vida, na parte frontal mudaram grade, para-choque e faróis, com ângulos mais aerodinâmicos. Na traseira, uma barra cromada passa a ligar uma lanterna à outra e o extrator sob o para-choque foi redesenhado – estas mesmas alterações foram aplicadas ao Q5 Sportback – a versão cupê da linha. Opcionalmente na versão de topo, S-Line Black, o sistema de iluminação pode ser Oled, que é configurado no momento da compra para apresentar um de três desenhos de luzes diferentes.

             As mudanças visuais praticamente não afetaram as dimensões do modelo. Apenas o comprimento foi ampliado em 2 cm, para 4,68 metros. A largura se manteve em 1,89 m (2,14 m com espelhos), com 1,66 m de altura e 2,82 m de entre-eixos. O peso das três versões que chegam ao Brasil – além da S-Line Black, a básica Prestige e a intermediária S-Line – fica em torno de 1.930 kg.

              

  No mercado brasileiro, o modelo recebe uma única configuração de trem-de-força, chamada de 45, que define as versões com motorização térmica com potência entre 230 e 250 cv de potência. Especificamente, é um motor 2.0 TFSI de quatro cilindros rende 249 cv e 37,7 kgfm. acoplado a uma transmissão de dupla embreagem de sete marchas e a um sistema híbrido leve de 12 volts. A força é sempre distribuída através de um sistema de tração integral quattro. O modelo avaliado Q5 45 TFSI S Tronic quattro S-Line é vendido no Brasil por R$ 345.990 – a versão de entrada, Prestige, fica em R$ 309.990, enquanto a S-Line Black vai a 369.990, sem opcionais.

 

               O Q5 2021 recebeu um sistema híbrido leve composto por uma bateria de íon de lítio de 12 v. A ideia é suportar o motor a combustão, oferecendo benefícios como permitir que o veículo circule por inércia com o motor desligado, até 40 segundos a velocidades entre 55 km/h e 160 km/h, o que reduz o consumo de gasolina e as emissões de CO2. Da mesma forma, a função do sistema Start/Stop é estendida desligando o motor abaixo de 22 km/h, antes que ele pare completamente. Outro recurso é utilizar o sensor dianteiro para detectar o início do movimento do carro à frente para acionar o motor antes mesmo de o motorista soltar o freio.

    Por dentro, como em um típico modelo high-end da marca, a qualidade dos materiais utilizados, as combinações e as texturas são de boa qualidade e muito bem escolhidas. Outra evolução do Q5 foi no sistema de infoentretenimento, que passa a contar com uma tela maior – passou de 8,3 para 10,1 polegadas ‑, touchscreen, que permite manipular diversos recursos do carro. O sistema também permite a conexão sem cabos, é compatível com o Android Auto Apple CarPlay e Alexa, da Amazon e no console central há um carregador por indução (reportagem de Alejandro Konstantonis, doAutocosmos/México,exclusivo no Brasil para Auto Press).

Primeiras impressões

Sob controle

 

                Apesar de ser um veículo de dimensões generosas, o motor de 2.0 litros é totalmente capaz de animar com facilidade o Q5. Mesmo tendo um peso em ordem de marcha em torno de duas toneladas, o desempenho é muito bom. A caixa de sete trocas ajuda muito na firmeza e na qualidade do passeio e o conjunto oferece acelerações progressivas e vigorosas, sempre que exigido.

             O sistema de tração integral quattro aumenta de forma explícita a sensação de segurança, principalmente em velocidades mais altas. Ao mesmo tempo, o trabalho da suspensão também é notável. Embora não seja uma versão esportiva, ela consegue ter um controle absoluto sobre os movimentos da carroceria e dá ao modelo a capacidade de encarar curvas em velocidade bem superiores à indicada pela legislação e pelo bom senso.

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