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BMW C400 X e C400 GT formam uma dupla dinâmica

BMW C400 X e GT  ganham novidades visuais e mecânicas e reafirmam vocações urbana e de estrada

A BMW não tem uma larga experiência em motocicletas de baixa cilindrada. No início do ano 2000, a marca até apostou em um modelo de 125 cm³ e conceito revolucionário, o scooter C1, que tinha uma estrutura protetora em torno do piloto e dispensava o uso capacete, mas trazia cinto de segurança. O modelo fez uma certa graça no mercado no ano de lançamento, mas não passou disso. Resultado: saiu de linha no terceiro ano de produção. Em 2012, voltou à carga, mas dessa vez com um modelo de 600 cm³, a C600, que foi substituída pela C650. A boa aceitação animou a marca bávara a se insinuar em segmentos para atuar na base da pirâmide. Foi assim que nasceu em 2018 a scooter de médio porte C400, que acaba de receber sua primeira atualização.

A linha C400 é composta de dois modelos: X, pensado para uso na cidade, e GT, direcionado para ambientes rodoviários. Ambos são animados por um motor de 350 cm³. Foi por causa dele, exatamente, que a BMW foi obrigada a mexer na scooter. As exigências do padrão Euro 5 forçaram modificações como a adoção de um novo gerenciamento do motor e embreagem automática do câmbio CVT otimizada. Com isso, conseguiu que o motor monocilíndrico mantivesse a potência de 34 cv a 7.500 rpm – regime altíssimo para uma scooter – e o torque de 3,57 kgfm a 5.750.

O braço da balança, onde o motor fica instalado, teve sua rigidez torcional aumentada e ganhou um novo rolamento que conseguiu reduzir o nível de vibrações, em busca de incrementar o conforto. O motor foi equipado com uma válvula de aceleração operada eletricamente, que permitiu o uso do sistema E-gas, que promove uma aderência eletrônica do acelerador e faz os giros caírem mais lentamente. O catalizador também foi melhorado e o escape ganhou um sensor de oxigênio de maior capacidade. Além de cumprir a homologação da Euro 5, a C400 passou a apresentar uma resposta ainda mais suave e sensível ao acelerador. No decorrer dessa revisão técnica, a scooter também recebeu um ASC otimizado, que melhorou a performance em pisos molhados.

As novas BMW C 400 X e C 400 GT também apresentam a linguagem de design mais próxima à dos demais modelos da BMW Motorrad. Na versão X, as linhas continuam geométricas, abusando dos ângulos retos, mas agora estão concentradas na parte inferior do modelo, o que tornou o visual mais leve. O farol agora se assemelha a dois círculos fundidos, um para o farol baixo e outro para o alto. Na GT, até pela proposta de uso em autoestrada, o conjunto ótico tem quatro parábolas fundidas sob uma só lente, com um friso em led contornando cada uma delas. Os volumes da carenagem se concentram na parte superior da moto, o que permite uma melhor proteção contra o vento, além de oferecer uma imagem mais robusta ao modelo.

Até agora, são pequenas as possibilidades de a BMW passar a montar este modelo no Brasil, mas seria um caminho lógico para ampliar o volume de vendas da marca por aqui. Nos últimos anos, no entanto, o mercado de scooters médias têm crescido, com o sucesso de modelos como Yamaha X-Max, de 250 cm³, Honda SH300i e Kymco AK550. E a própria Honda vai voltar a aposta do segmento de scooter média e está pronta para lançar o modelo Forza 350 ainda este ano.