Mercado de motos tem março desequilibrado

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Desde fevereiro, o segmento de duas rodas vem sofrendo bastante tanto com a escassez de componentes nas linhas como também com o descontrole da pandemia na região de Manaus, onde se concentra a produção de motocicletas no país. Até meados de março, diversas fábricas ainda estavam fechadas e a demanda por modelos, principalmente de baixa cilindrada, vinha se acumulando nas concessionárias, com esperas de até 120 dias em alguns casos. No final do mês passado, a situação na produção se normalizou, mas o setor prevê que a oferta de produtos só vai se equilibrar em junho ou julho. Os números de emplacamento refletem com clareza esta situação. As vendas totais de março, de 62.290 veículos, foi 8,47% maior que em fevereiro, mas as vendas diárias caíram em 6%, de 2.871 para 2.708 unidades. Em relação a março de 2020, no início da pandemia, as vendas caíram 17,38%. As circunstâncias de escassez e fechamento de fábrica acaba prejudicando mais quem vende mais. Por conta disso, a Honda ficou com 69,42% do mercado, sua menor participação de mercado em um primeiro trimestre desde 1987, quando ficou com 65,16% das vendas. A Yamaha ficou em segundo, com 22,23%, com Shineray, BMW, Haojue e Kawasaki, nessa ordem, embolados entre o terceiro e o sexto lugar, com pouco mais de 1%. Entre os modelos, a CG 160 continua absoluta, mas com uma de suas menores vendas dos últimos 25 anos, com 16.197 unidades – em fevereiro, os emplacamentos do modelo foram ainda menores, com 14.805 exemplares. Ainda assim, é o dobro do volume do segundo modelo mais vendido, que é da própria Honda, a Biz, com 7.685 emplacamentos.

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