Fabricantes têm de fazer conta de chegada em março

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O mercado brasileiro de veículos apresentou em março uma pequena melhora em relação a fevereiro, com a venda de 177.109 unidades, entre automóveis e comerciais leves, o que representa um acréscimo de 11,93% em relação aos 158.226 veículos do segundo mês de 2021, mas uma queda na relação de emplacamentos por dia útil, que caiu de 7.911 em fevereiro para 7.700 unidades/dia em março. As vendas foram fortemente afetadas pela falta de componentes na linha de montagem, especialmente chips para os módulos eletrônicos, o que obrigou a paralisação de nada menos que 30 fábricas de 14 montadoras em meados de março. A Stellantis – que produz no Brasil modelos das marcas Jeep, Fiat, Iveco, Peugeot e Citroën – foi a empresa que menos sofreu esta escassez de componentes, apesar de estar com as vendas em crescimento, enquanto a General Motors (Chevrolet) é uma das empresas que teve sua produção mais afetada globalmente por esse desabastecimento. Essa condição contribuiu para que a Fiat Strada passasse a ser o veículo mais vendido em março, com 10.268 emplacamentos. Este volume é semelhante ao obtido nos últimos meses, assim como ocorre com o Hyundai HB20, que teve 8.012 emplacamentos. Já o Chevrolet Onix, que ficou em terceiro, obteve apenas 7.933 exemplares, cerca de metade do total que vinha obtendo nos últimos meses. No acumulado dos três primeiros meses do ano, a Strada também assumiu a liderança do ranking, com 28.869 unidades, apenas 110 veículos a mais que o Onix. Entre os seis veículos mais vendidos em março, três são da Fiat – além da Strada, o Mobi vendeu 6.725 unidades e a Toro, 6.708. Isso fez a marca manter a liderança do mercado em março, com 21,48% de participação, com Volkswagen em segundo, com 18,43%, e GM na sequência, com 13,12%.