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Nova Toyota Hilux faz jus à fama de indestrutível

Com uma leve reestilização, Toyota Hilux diesel traz importantes melhorias mecânicas e a velha resistência de sempre

                Embora a Hilux, é uma picape cuja primeira geração data desde 1968. Foi durante a terceira temporada do programa inglês “Top Gear”, em 2003, que ela passou a ser considerada indestrutível. Esta, inclusive, era a chamada da longa reportagem: A Toyota Hilux é realmente indestrutível?. Então, os apresentadores Jeremy Clarkson e James May literalmente fizeram tudo para provar o limite de uma Hilux Diesel de 1988, cujo hodômetro marcava mais de 300 mil km.

O número que em si já representava um feito para praticamente qualquer modelo. O motor da picape deveria funcionar após cada prova, sem que os mecânicos usassem qualquer peça sobressalente. Na lista de desafios, a picape foi afogada no mar, incendiada, atingida por uma bola de demolição e colocada no topo de um prédio de 20 andares durante uma implosão. E no final de cada etapa, o motor diesel voltou a funcionar.

Até hoje, a Toyota navega neste marketing, mas por outro lado, teve de assumir o alto nível de resistência como um compromisso, que permanece também na oitava geração da Hilux, que acaba de passar por uma atualização. A Toyota Hilux ficou com uma aparência mais agressiva graças ao redesenho da frente, especificamente da grade e do para-choque. Os acabamentos da cor da carroceria combinam com partes pretas e cromadas, para gerar um visual mais marcante. O modelo traz ainda luzes diurnas (DRL), bem como os grupos ópticos dianteiros e traseiros de led. Isso sem mencionar as novas rodas de 17 polegadas.

Mas é sob o capô que está a maior novidade dessa atualização de meia-vida – a atual oitava geração foi lançada em 2018. O propulsor turbodiesel 2.8 litros com quatro cilindros em linha apresentou uma grande evolução, com novos pistões e turbo mais poderoso, com pás 25% maiores. A potência subiu de 177 cv para 204 cv, 15% a mais. Nas versões com câmbio automático, o torque também pulou de 45,9 kgfm para 50,9 kgfm, ou um aumento de 11%. O câmbio automático também sofreu mudanças, com novas relações de marcha e conversor de torque reprogramado. O sistema permite escolher o tipo de tração: H2, H4 ou L4, com bloqueio diferencial traseiro. O chassi também foi reforçado para melhorar o desempenho dinâmico e a suspensão foi recalibrada.

No conteúdo, a picape da Toyota faz valer a contração das palavras em inglês High e Luxe, que deu origem ao nome Hilux. Mesmo na versão básica a diesel, SR, o modelo vem com um bom nível de equipamentos. Ele traz ar-condicionado automático, controle de velocidade de cruzeiro, sistema multimídia com conexão com Android Auto e Apple CarPlay e tela sensível ao toque de 8 polegadas, seis airbags, computador de bordo no painel em tela de TFT com 4,2 polegadas, modos de condução Eco, Normal e Power, câmera de ré e assistência para reboque, subida e descida. O modelo custa no Brasil exatos R$ 222.490 (R$ 215.390 no Estado de São Paulo). (Reportagem de Esaú Ponce, do Autocosmos.com/México, exclusivo no Brasil para Auto Press)

Impressões ao dirigir

O poder nas mãos

Pode parecer que a Hilux passou apenas por um pequeno upgrade, mas no caso específico da versão testada, cabine dupla diesel 4X4 automática, houve melhorias mecânicas bem perceptíveis, com um aumento significativo na força. Aliás, o manuseio do modelo parece repetir, como um mantra, torque, torque e mais torque. A aceleração não é esportiva, mas é progressiva e poderosa. Isso, juntamente com uma posição de condução alta e uma direção um pouco suave. Isso passa a sensação de dirigir um pequeno caminhão.

               A Hilux oferece dois modos de condução, além da configuração normal: Eco e Sport. Ao aplicar o último, há uma maior entrega de energia e a picape foca mais divertida. Você está realmente se divertindo muito com a Hilux. A caixa automática, por outro lado, é lenta no modo Drive. Já o modo manual permite que se eleve bastante os giros e há uma entrega mais imediata de torque. A potência também impressiona para um motor diesel. Os 204 cv levam a Hilux a velocidades próximas a 200 km/h sem ter de esperar uma eternidade, como acontece com muitos veículos com motor diesel. Obviamente, o excesso de correções exigidas na trajetória por conta da intensa movimentação da carroceria acaba desestimulando buscar números maiores.

De modo geral, a Hilux estimula quem está ao volante a ter uma condução tipo passeio, sem buscar os limites do veículo. Nesse ritmo, a picape se mostra bastante confortável, principalmente no asfalto – em terrenos irregulares, é preciso reduzir a velocidade pois a picape tende a quicar um pouco, principalmente nas curvas. Mesmo com uma condução mais comedida, porém, o conforto tem suas limitações. Apesar de medir 5,34 metros de comprimento, dos quais 1,53 m correspondem à caçamba, o espaço interno não é exatamente o ponto forte da Hilux. Embora o habitáculo seja alto e amplo, há pouco espaço para as pernas de quem viaja no banco de trás. Já o trabalho de isolamento acústico é bom.