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Suzuki GSX-S ganha novo visual e mais eletrônica

Suzuki renova a naked esportiva GSX-S1000 com visual agressivo, refinamento mecânico e muita eletrônica

As motocicletas esportivas naked são uma forma das fabricantes darem uma dimensão humana às superesportivas. Estas costumam ter uma potência cerca de 40% maior, relação que é acompanhada pelo preço, enquanto as esportivas naked conseguem ter mantém um desempenho convincente – em geral, aproveitando tecnologias desenvolvidas para as superesportivas mais antigas – por valores “dentro da curva”. A nova Suzuki GSX-S1000 segue estritamente esta lógica. A nova geração foi apresentada mundialmente nesta última semana de abril e, segundo a marca, mantém a proposta de “dominar a estrada”, enquanto a GSX-R1000 pretende “dominar a pista”.

A renovação do modelo foi provocada inicialmente pela entrada em vigor das normas Euro 5 de emissões – como tem acontecido com todas as motocicletas vendidas na Europa. O motor de quatro cilindros em linha, com exatos 999 cm³ foi retrabalhado e ganhou de acelerador eletrônico. Além disso, os comandos e válvulas foram redimensionadas, os injetores redesenhados para ampliar a rotação máxima.

Toda a parte de exaustão também foi reprojetada, com o escapamento do tipo 4-2-1 com um sistema de controle de saída, chamado de Suzuki Exhaust Tuning, silenciadores reposicionados e novos catalisadores. Com isso, o modelo não só adequou as emissões como fez o motor trabalhar de forma mais suave, com uma curva de torque mais alongada. A potência subiu de 150 cv a 10 mil giros para 152 cv a 11 mil rpm, enquanto o torque recuou de 11,01 a 9.500 giros para 10,8 kgfm a 9.250 rpm.

Mas o que chama a atenção na nova GSX-S1000 é o visual, extremamente agressivo e original. O conjunto ótico empilha em degrau os faróis alto, baixo e a assinatura em led, o que permite que a minicarenagem frontal seja muito esguia. O guidão também é novo, mais largo, para ampliar o conforto do piloto. Nas laterais do tanque, a naked recebe aletas que funcionam como winglets, para aumentar o downforce na parte frontal. De perfil, tanque e banco formam um encaixe em curva, como se fosse uma sela. O tanque, inclusive, foi redesenhado e aumentou a capacidade de 17 para 19 litros. O assento do carona, em um nível bem mais elevado, é plano e vai até o limite da rabeta. Na traseira, a lanterna em forma de trapézio, é discreta e fica embutida. Os piscas em led são instaladas na haste da placa.

A maior evolução do modelo foi na parte eletrônica. Além do acelerador ride-by-wire, a nova GSX-S1000 ganhou um seletor de modo de condução que traz três mapeamentos para o motor, para diferentes condições de pilotagem. No modo A, de Active, a potência é entregue de forma mais rápida e dinâmica, para uso em pista. No modo B, de Basic, é para as pilotagens em uso cotidiano, na estrada ou na cidade, sem buscar os limites do modelo. No modo C, de Comfort, a entrega de torque é mais suave e é que melhor se enquadra em situações de menor aderência, como pisos escorregadios ou molhados.

Outras novas tecnologias foram introduzidas na naked da Suzuki. O modelo conta agora com controle de tração em cinco níveis de atuação ‑ eram três ‑ e que pode, inclusive, ser desativado. Tem também o recurso do quickshifter bidirecional, que permite mudar as marchas sem acionar manualmente a embreagem – e sem deixar os giros caírem. O sistema de embreagem também foi renovado e agora tem um controle que impede o travamento da roda traseira nas reduções de marcha.

Por fim, a GSX-S1000 traz um assistente de baixos giros, que aumenta automaticamente o giro para impedir que o motor engasgue ou morra em velocidades muito baixas, como na arrancada ou em meio ao tráfego. Para controlar os sistemas de forma mais amigáveis, o novo painel digital em LCD é configurável e traz fundo escuro com grafismos em azul.

Na parte estrutural, a GSX-S1000 não passou por maiores modificações. O quadro do tipo Diamond tem longarinas superiores em liga de alumínio fundido e perfil em liga de alumínio extrudado. A suspensão dianteira invertida traz garfos KYB de 43 mm com compressão, rebote e pré-carga de mola ajustáveis e curso de 120 mm. Na traseira, a balança em alumínio tem movimentos controlados por um amortecedor único com mola externa ajustável e com link. As rodas são de seis raios em alumínio fundido e calçam pneus 120/70 ZR17 na frente e 190/50 ZR17 atrás. Os freios, da Brembo, são controlados por ABS e trazem discos duplos na frente, com pinças de quatro pistões, e disco simples na traseira, com um pistão.

A nova GSX-S1000 já está sendo vendida nos principais mercados da Europa, no Japão e nos Estados Unidos nas cores azul, preta e cinza. No Brasil o site da fabricante já anuncia que o modelo vai chegar em breve, sem especificar uma data. O padrão de preços, no entanto, não deve mudar, até porque os recursos que o modelo adicionou já estão presentes nos rivais diretos, como a Honda CB1000 R e a Kawasaki Z1000 R, que têm preços entre R$ 60 mil e R$ 70 mil. A atual GSX-S1000 2020 está sendo oferecida pela J Toledo por R$ 62.839 (por Eduardo Rocha, Auto Press).