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Triumph Trident 660 mostra muito refinamento e poder

Nova Triumph Trident 660 combina agilidade e potência com um estilo marcante

A Triumph resgatou de sua extensa história o nome Trident para batizar uma moto de média cilindrada que alcança um excelente equilíbrio entre conforto e sensações esportivas. Nos anos 1990, o modelo contava com versões de 750 cm³ e de 900 cm³, faixas de mercado que hoje são cobertas modelos Street Triple 765 e a Speed Triplo 1050.

Para não chocar com o atual line up, a marca britânica optou por lançar a nova Trident com uma abordagem mais purista e apoiada em um novo propulsor de três cilindros de 660 cm³, que surpreende pela potência e refinamento na entrega. O design também reforça a herança inglesa, com linhas elegantes e sóbrias, com componentes com cores e texturas que destacam o modelo.

O novo motor de três cilindros de 660 cm³ desenvolve 84 cv, com um regime de rotação máxima de 10 mil giros, com um torque de 6,53 kgfm a 6.250 rpm. Este propulsor foi desenvolvido especificamente para o modelo e usou como base o propulsor 765 da Street Triplo. Ele recebeu 67 novos componentes, inclusive um novo silenciador, projetado para manter um fluxo livre para os gases, enquanto gera um som bem característico. O câmbio é de seis velocidades, com assistência hidráulica.

Este trem de força é mais do que suficiente para mover com facilidade os 189 kg de peso do modelo em ordem de marcha. O chassi em aço tubular é novo. Além de ter um conjunto bastante leve, grande parte da massa está concentrada na parte central inferior do modelo – o escape curto, é um bom exemplo desse objetivo. O modelo recebeu também rodas de liga leve de cinco raios e 17 polegadas. O conjunto suspensivo é todo da Showa.

Na frente, tem garfos invertidos com 120 mm de curso na roda, enquanto na traseira é uma unidade monochoque com pré-carga ajustável. Para completar, o sistema de freios Nissin (leia-se Honda) com pinças dianteiras deslizantes de dois pistões, com discos duplos de 310 mm na frente e pinça traseira de pistão único no disco traseiro de 255 mm.

A nova Trident está equipada com um novo painel de estilo elegante, que traz as informações de um jeito bem compacto, por meio de uma pequena tela TFT colorida integrada a uma tela LCD com dígitos brancos sobre um fundo preto. O modelo conta com dois modos de pilotagem, Road e Rain, que modificam o ajuste eletrônico do mapa de aceleração e a ação do controle de tração ajustável.

No Brasil, a Triumph anunciou que não pretende passar a produzir o modelo. E tem dois bons motivos para isso. O primeiro é que a faixa de preço do segmento em que a Trident atuaria estreitaria muito a margem de lucro da fabricante. O outro é que quase 90% das vendas da Triumph no Brasil se concentram em bigtails e clássicas (por Ricardo Silverio, Infomotori.com/México  – Exclusivo no Brasil para Auto Press).

Impressões ao pilotar

Pequena e nervosa

A agilidade da Trident impressiona. As mudanças de direção são feitas com grande facilidade e a impressão é que se está pilotando uma motocicleta menor. E isso ocorre tanto pelo grande equilíbrio na distribuição das massas quanto nas dimensões compactas do modelo, e ainda tem uma altura de assento de apenas 80,5 cm, o que facilita muito as manobras.

A suspensão tem um acerto médio, que não é muito duro ou muito macio. E isso torna a Trident bem adequada para o uso diário na cidade, onde estará em seu elemento, ou mesmo em uma viagem de estrada. No teste, a aceleração foi sempre constante e linear. O motor funciona de forma afinada o giro sobe facilmente até o limite de 10 mil rpm com um som agudo, mas não agressivo nem ensurdecedor.

A Trident é realmente muito leve e como tem uma distância entre-eixo curta, tem uma excelente manobrabilidade. Em velocidades mais altas, no entanto, ela se torna bem nervosa, pois requer muito do piloto para deixá-la estável, com pequenas correções. É agradável para quem gosta de uma condução real, mais “analógica”, não dominado pela eletrônica.