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Um Dolphin selvagem

Segunda onda

BYD lança o Dolphin Plus, a versão apimentada do modelo que sacudiu o mercado de elétricos

por Eduardo Rocha

Auto Press

                Quando desembarcou no Brasil, há três meses, o compacto Dolphin, da chinesa BYD, provocou um pequeno tsunami no mercado brasileiro de veículos 100% elétricos. Além de custar R$ 149.800, preço na época praticado para os modelos menores e bem mais despojados que ele, ainda trouxe diversos recursos que tornaram óbvias as vantagens que oferecia. Resultado: as marcas concorrentes correram para baixar os preços – houve caso de redução de 20% do valor de tabela, o que evidencia que os lucros eram bastante polpudos. Agora, a BYD lança uma versão (muito) mais apimentada do compacto, o Dolphin Plus, com mais que o dobro da potência e cerca de 60% a mais de torque. O preço, claro, acompanha a majoração geral, mas não a mesma intensidade: R$ 179.800.

                Por estes R$ 30 mil a mais, o modelo, que chega no início de outubro, passa a dispor do mesmo conjunto propulsor do SUV médio da marca, Yuan Plus: motor elétrico é capaz de render 204 cv e 31,6 kgfm – o Dolphin tem conta com 95 cv e 18,6 kgfm. A bateria também cresceu e passou dos 44,9 para 60,5 kWh. Esta mudança não chega a alterar muito a autonomia do modelo, que passou dos atuais 291 km para um alcance previsto em torno de 310 km – os valores ainda não foram homologados pelo InMetro. E isso ocorre por dois motivos: o novo motor demanda uma maior energia para funcionar e o peso do modelo foi acrescido em cerca de 200 kg, batendo os 1.600 kg.

                Ou seja: com o novo motor, o Dolphin passa a contar com uma relação peso/potência em torno de 8 kg/cv, índice digno de esportivos. O zero a 100 km/h é feito em apenas 7 segundos, com máxima limitada a 160 km/h – contra 10,9 segundos e 150 km/h do Dolphin de entrada. Para dar conta desse desempenho mais forte, a BYD a promoveu algumas mudanças mecânicas. Caso das homocinéticas reforçadas na frente e suspensão traseira multilink, mais precisas e eficientes que as barra de torção normais. As rodas de 16 polegadas com quatro furos dão lugar às de 17 com cinco furos e os pneus 195/60 R16 saem para a entrada dos 205/50 R17.

                Com a chegada do Dolphin Plus, a BYD passa a oferecer a cor Preto Delan, inclusive para o modelo de entrada, numa versão batizada de Diamont, que traz o interior em tons de cinza. Ela se junta às já existentes Cinza Dolphin, Rosa Afterglow e Chesse Yellow. Na versão Plus, no entanto, saem Cheese Yellow e Cinza Dolphin e entram a Azul Surfing e a Branco Sky e junto com a Rosa Afterglow e a Preto Delan aparecem em um esquema bicolor, sempre combinadas com o Cinza Dolphin da linha de cintura para cima, incluindo o capô.

                Além da combinação de cores, a nova versão se diferencia por desenho dos para-choques, que deixa o modelo 16 cm mais longo. As medidas ficam em 4,29 metros de comprimento, com 1,77 m de largura, 1,57 m de altura e 2,70 m de entre- eixos. O modelo manteve os oito anos de garantia para o veículo com cinco anos de revisões gratuitas, limitadas a 100 mil km, e oito anos para a bateria sem limite de quilometragem.

                A versão Plus traz ainda outros ingredientes para fazer o Dolphin subir de patamar. Casos do teto panorâmico que cobre a área dos assentos – com cortina elétrica ‑, e dos bancos dianteiros com aquecimento e ajuste elétrico. Ganha ainda piloto automático adaptativo, sistema de detecção de ponto cego, assistente de faixas, leitor de placas de velocidade, alerta de tráfego cruzado dianteiro e traseiro com auxílio de frenagem e sensor de pressão nos pneus.

                No mais, o Dolphin Plus traz chave presencial, câmera 360º, central multimídia com tela giratória de 12,8 polegadas com espelhamento de celular, navegador interno, três modos de condução, seis airbags, revestimento interno em couro sintético. Tem ainda carregador de celular por indução, atualização automática dos softwares via internet e o carro ainda pode funcionar como fonte de energia para alimentar equipamentos externos. Apesar de não contar com estepe, a capacidade do porta-malas não é das maiores, com apenas 250 litros.

Dolphin morde o mercado