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A relevância do BMW X1

Crescimento estratégico

Como anda o BMW X1 de terceira geração, o SUV de luxo mais vendido no país

 

Com 2,7 milhões de unidades vendidas em 13 anos de mercado, o X1 é um fenômeno dentro da gama de SUVs da BMW. E a importância do modelo para a marca bávara fica clara com a terceira geração do modelo. Na Europa, o modelo dispõe de uma ampla gama de motores e configurações, incluindo versões totalmente a combustão, híbridas leves, híbrida plug-in e a totalmente elétrica iX1. No Brasil, a nova geração chegou em fevereiro, com unidades importadas e uma oferta mais modesta, de apenas três versões. O modelo passou a ser produzido em abril e conseguiu sustentar o posto de SUV mais vendido entre as marcas premium alemãs e segundo modelo mais vendido da marca, atrás apenas do sedã 320.

O BMW X1 começa com a sDrive18, com motor 1.5 litro tricilíndrico de 136 cv, passa pela híbrida leve de 48V xDrive25e, com 249 cv, chegam à versão híbrida plug-in xDrive30e, com 326 cv e vi até o iX1 xDrive30, totalmente elétrica, com 317 cv. No Brasil, o modelo é vendido nas versões sDrive18, mas com 156 cv, e também na  sDrive2.0i, com 204 cv, nas configurações X-Line e M Sport, todos com sistema híbrido leve de 48V. O X1 começa na sDrive18 por R$ 299.950, passa pelo X-Line por R$ 330.950 e a M Sport por R$ 350.950. 

Já na ficha técnica, o novo BMW X1 se destaca da geração anterior pelas maiores proporções e pela carroceria com linhas maciças tanto na frente quanto atrás. O comprimento é de 4,50 metros, ou 6 cm maior, largura de 1,85 metro, ou 3 cm mais largo, altura total elevada em 3 cm, para 1,64 metro, com a distância entre-eixos de 2,69 m, ampliada em 2 cm. Isso significa mais espaço a bordo e um porta-malas mais generoso, com 540 litros, contra os 505 litros da segunda geração. Com os bancos traseiros dobrados, a capacidade sobe para 1.600 litros.

Esteticamente, as diferenças consistem em uma grade dianteira bipartida maior, conjuntos de luz em led mais finos e arcos de roda muito generosos, capazes de abrigar rodas de até 20 polegadas. No interior, o layout interno favorece um painel mínimo onde está localizado o painel côncavo da marca, chamado de BMW Curved Display. Ele inclui um cluster de instrumentos digital de 10,7 polegadas e central multimídia de oitava geração com 10,25 polegadas.

O revestimento dos bancos é de alta qualidade e é possível escolher entre vários tipos de couro, como o perfurado Sensatec ou o liso Vernasca (o marketing dá nome chique para tudo). Detalhes em cromado, alumínio e guarnições em preto brilhante dão um toque de requinte ao habitáculo. O pacote ADAS inclui como padrão alerta de colisão frontal com frenagem autônoma, sistema de estacionamento semiautomático para vagas em paralelo e assistente de ré ‑ repete no sentido inverso os últimos 50 metros.

O novo X1 será oferecido na Comunidade Europeia em três níveis de acabamento. Já na versão de base ele vem com ar-condicionado automático de duas zonas, rodas de liga leve de 17 polegadas, central multimídia BMW iDrive de oitava geração com navegador. Os outros dois níveis de acabamento são o XLine e o MSport e trazem várias opções, incluindo os clusters de luz dianteira em matriz de led, head-up display projetado no para-brisa, os bancos dianteiros eletricamente ajustáveis com função de massagem, teto panorâmico, os amortecedores controlados eletronicamente, navegação na nuvem e o ADAS Assited Driving Plus, que inclui controle de cruzeiro adaptativo com Stop&Go para acompanhar o trânsito lento (Fotos de Divulgação, texto de Carlo Valente, Infomotori Itália. Exclusivo no Brasil para Auto Press).

A dinâmica do BMW iX

 

Primeiras impressões

Padrão na tradição

O teste arquitetado pela BMW na Itália partiu de Milão em direção a Gênova por autoestrada, onde ficou evidenciado todo o conforto a bordo e silêncio do novo X1. E desde o modelo de entrada, a sDrive18, tem todas as características da marca, tanto em alta qualidade quanto em alto preço. O trajeto inclui ainda as colinas da região de Paiva, que mostrou a elevada estabilidade do modelo. Em movimento, o X1 apresenta boa recuperação de velocidade, aceleração vigorosa e frenagem segura e facilmente controlável. A direção melhora ainda mais a experiência de condução, pelo peso correto e precisão absoluta.

Esteticamente, a BMW (felizmente) se desviou da exagerada grade dianteira usada na Série 4 e retomou um estilo mais aceitável, que mistura de elegância e esportividade. As linhas agora combinam mais as linhas geométricas e orgânicas, com um tônus acentuado nas portas. Por dentro, os materiais e o design são de primeira qualidade e tudo parece limpo e espaçoso. O câmbio por alavanca é agora apenas uma memória. No console central há apenas um elegante comutador, que ocupa pouquíssimo espaço.

Assento e painel oferecem um posicionamento perfeito para o motorista, diante da tela horizontal única, que agora virou moda em muitos carros de luxo alemães. As informações são claras e imediatas e há uma considerável eliminação de alavancas, botões e controles em favor dos controles touch screen, de inspiração americana. No GPS nativo, o sistema não é realmente intuitivo e fica complicado entender o caminho a tomar, mesmo com as indicações projetadas também no para-brisa A conexão com os aplicativos Apple Car e Google Car e eles oferecem sistemas bem mais simples e funcionais.