Vigor na lama
Versão MHEV da Toyota Hilux, que chega em 2027, ganha agilidade no off-road
por Esaú Ponce
Autocosmos.com/México
Exclusivo no Brasil para Auto Press
Desde o final de 2025, a nona geração da Toyota Hilux tem se espalhado pelo mundo. Começou pela Ásia e Europa, chegou à África em junho e alcançou o México em agosto deste ano. A fábrica de Zárate, na Argentina, de onde vem a Hilux vendida no Brasil, ainda está sendo preparada para iniciar a produção, prevista para dezembro, com apresentação ao mercado só depois do Carnaval, em fevereiro ou março. A planta está planejada para ter capacidade de produzir até mesmo uma versão totalmente elétrica (BEV), mas o primeiro movimento será a produção da versão diesel e da variante híbrida leve 48V (MHEV).

E foi exatamente a variante híbrida leve que pôde ser avaliada na pista do Mexico Drive Resort. Lá, uma rota off-road com áreas inclinadas, passagens d’água e estradas de baixa aderência permitiu avaliar as capacidades off-road do modelo. A Hilux MHEV mantém a imagem robusta, embora incorpore detalhes típicos da versão topo de linha. Segue o conceito visual dos SUVs da marca, com grade perfurada, mas aqui o para-choque é destacado do conjunto. Os faróis principais e de neblina são em LED, os degraus laterais e as rodas de alumínio de 18 polegadas refinam o visual.

Na versão de topo avaliada, a cabine oferece assentos com revestimento em couro e ajuste elétrico para o motorista, ar-condicionado automático, retrovisor eletrocrômico e uma segunda fileira com encosto rebatível bipartido. O modelo incorpora uma tela sensível ao toque de 8 polegadas compatível com Apple CarPlay e Android Auto, conectividade sem fio, sistema de áudio com oito alto-falantes e carregador sem fio. A Hilux incorpora ainda sete airbags e assistentes de subida e descida.

A Hilux mantém a vocação para trabalho pesado e uso off-road. Seus 5,32 metros de comprimento, entre-eixos de 3,09 m e altura livre do solo de 31,2 cm permitem que enfrente facilmente as valas, as travessias de água e as inclinações presentes no circuito. Embora a experiência não tenha contemplado obstáculos extremos, foi suficiente para verificar que a nova plataforma TNGA-F (a mesma do SUV Land Cruiser e da picape grande Tacoma) favoreceu suas capacidades off-road.
Primeiras impressões
Fôlego auxiliar
Um dos aspectos mais interessantes dessa nova geração é que a Toyota não buscou reinventar o trem motriz e manteve o conhecido motor turbodiesel de 2.8 litros, combinado nesta versão com o sistema híbrido leve de 48 V. Como a versão vendida no México recebe os motores produzidos em Zárate, o rendimento é o mesmo: 204 cv e 50,9 kgfm na versão com câmbio automático de seis marchas e 42,8 kgfm na versão com câmbio manual. O sistema híbrido não altera potência e torque máximos, mas acrescenta em situações críticas, como arrancadas e retomadas, até 16 cv e 6,6 kgfm.

O auxílio disponível em baixas rotações ficou evidente durante o trajeto, ao superar inclinações e áreas de baixa aderência com muito pouco esforço no acelerador. Os modos de direção Eco, Normal e Sport complementam a operação do conjunto mecânico para adaptar a resposta de acordo com o terreno. Durante a condução, uma das características que raramente aparece em primeiro plano também se destacou: seu pequeno raio de giro de apenas 12,6 metros.

Esse recurso facilitava a manobra dentro do circuito e permitia mudar de direção com mais facilidade em espaços limitados, o que é especialmente útil ao dirigir entre obstáculos ou trilhas estreitas. A suspensão de duplo braço triangular na dianteira e o eixo rígido com mola na traseira mantiveram um comportamento sólido durante toda a experiência, absorvendo irregularidades no terreno sem transmitir movimentos bruscos para a cabine.










