Efeito borboleta
A Anfavea definiu o atual período da indústria automotiva nacional como a maior crise de oferta de autopeças da história, no caso, de semicondutores, os chamados chips de computador. O problema teve início com a crise diplomática Estados Unidos-China, com guerra deflagrada pelo governo Trump contra a gigante Huawei, e foi agravada pela pandemia, que em um primeiro momento derrubou as vendas de automóveis em todo o mundo e fez o mercado de celulares e computadores crescer de forma avassaladora. Na avaliação da entidade, que reúne os fabricantes nacionais de veículos, a queda de 23,1% em comparação a novembro de 2020. E isso vem acontecendo porque as marcas não têm carros para entregar. A Fiat, por exemplo, avisa em seu site que os modelos montados podem levar até 180 dias para serem entregues. A General Motors foi a maior vítima desse desabastecimento no país. A marca chegou a paralisar a produção por um período superior a três meses e acabou perdendo a liderança e algumas dezenas de milhares de unidades vendidas – bastou retomar parcialmente a produção para que modelos como Onix, Onix Plus e Tracker voltassem a ficar entre os líderes de vendas. Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, a normalização do fornecimento só deve acontecer plenamente no final de 2022.





