Cara de um…
Furgão compacto da Peugeot, um rebadge do Fiat Fiorino, oferece boas condições de trabalho
por Eduardo Rocha
Auto Press
Um veículo realmente utilitário, como é o Peugeot Partner Rapid, envolvem questão bastante pragmáticas. Mais relevante que ser um rebadge da Fiat Fiorino, a presença do furgão compacto no line-up da marca francesa reforça a capacidade de negociação, quando se discute com um frotista uma compra que envolva furgões de outras dimensões, como o média Expert e o grande Boxer. O rebadge é fruto da reunião das marcas no conglomerado Stellantis, que em última instância é controlado mundialmente pela antiga PSA – Peugeot Societé Automobile ‑, mas que no Brasil tem como protagonista a antiga FCA – Fiat Chrysler Auto.

O sobrenome Rapid serve para diferenciar o modelo da Partner, que ainda é produzida e vendida na Argentina em versões de carga, chamada Comfort, e aventureira de passageiros, a Patagônica. A Rapid traz exatamente as mesmas características da Fiorino, desde o motor até o acabamento. As diferenças são apenas as que interferem na exposição de marca. O volante foi trocado, a grade foi modificada e uma peça em plástico preto com o leão da marca francesa cobre a assinatura em baixo relevo feita na porta traseira, que dá acesso ao compartimento de carga.

Esses detalhes não chegam a diferenciar os modelos das duas marcas, mesmo para o mais leigo observador. A Partner foi lançada na esteira da segunda fase dessa geração da Fiorino, quando recebeu mudanças no farol, no capô e nos painéis das portas. Por dentro, o modelo adotou o cluster de instrumentos usado no Mobi e não traz central multimídia nem como opcional.

Sob o capô, o furgão leve traz o motor 1.4 Fire Evo, que rende 84/86 cv de potência e 11,6/12,2 kgfm, com gasolina e etanol, já adequado para o Proconve L7. O modelo, que tem 1.131 kg, acelera de zero a 100 km/h em 13,7 e 14,7 segundos e a máxima fica em 160 e 157,8 km/h, com etanol e gasolina, enquanto o consumo fica em 11,7 e 13,7 km/l na estrada e 8,1 e 8,4 km/l na cidade, segundo o InMetro. O modelo pode carregar até 650 kg e o baú pode receber um volume de carga até 3.300 litros.

O modelo é vendido em duas versões de equipamentos: Business e Business Pack, a configuração avaliada. O Pack do nome traz com ele direção hidráulica, ajuste de altura do banco do motorista, cobertura na área de carga, ar-condicionado e vidros elétricos. A Business custa R$ 103.990 enquanto a Business Pack sai a R$ 108.690. Já a Fiorino só oferece uma versão com equipamentos semelhantes à Business Pack e custa R$ 108.990. Nesse primeiro ano de vendas, o modelo deve ultrapassar a marca de 2 mil unidades vendidas, ou 10% das vendas da Fiorino (Texto e fotos de Eduardo Rocha, Auto Press).
Impressões ao dirigir
Pragmatismo máximo
A preocupação com o conforto do sujeito que fica ao volante de um furgão não é das maiores. Mas pelo menos na versão Business Pack, é possível contar com uns poucos confortos, como ar-condicionado e vidros elétricos. Os acabamentos, os bancos e nível de conforto são semelhantes ao modelo que deu origem ao Furgão, o finado Fiat. Obviamente, não tem luxo, mas oferece condições de trabalho razoáveis. A qualidade de rodagem é também boa, mas peca no isolamento acústico ‑ inevitável quando se carrega uma caixa de reverberação de 3.300 litros nas costas.

A ergonomia é boa, os comandos são acessíveis e o painel com velocímetro analógico e a tela central em LCD são bem visíveis. Em movimento, a Partner traz um bom equilíbrio dinâmico. A motorização, no entanto, sente o peso da idade. Não tanto pelo desempenho, que é fraco, mas que atende bem o objetivo do modelo. A questão mesmo é o consumo, que acaba contando muito em um carro que é, na verdade, um bem de capital.






