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Renault Kwid de cara nova

Evolução natural

Renault Kwid chega com visual mais moderno e melhor conteúdo

A Renault acha que agora era mesmo o momento propício para a renovação do subcompacto Kwid. Em movimento precipitado pela falta de componentes na indústria, nada menos que cinco dos 10 carros mais baratos que eram vendidos no Brasil em 2021 saíram do mercado. Ford Ka, Volkswagen Fox e Up, Fiat Grand Siena e Uno e ainda o Chevrolet Joy apontaram a preferência das marcas pelos segmentos mais caros. O próprio Kwid reviu a proposta de carro de baixo custo e passou a oferecer desde o modelo mais básico alguns equipamentos adicionais. O que, obviamente, se refletiu nos novos preços do modelo, que começam em R$ 58.890 e podem chegar a R$ 69.449.

A principal novidade do modelo, no entanto, é estética. O modelo passou por um face-lift típico de meia-vida, com mudanças na frente e traseira. Os elementos da parte frontal foram reorganizados, com os faróis rebaixados para a altura média do para-choque dianteiro, enquanto os piscas e o led da assinatura luminosa ficam na parte superior.

A grade agora é composta por dois frisos e a parte inferior do para-choque, onde fica a entrada de ar, foi também redesenhada. Capô, logomarca e retrovisores mantiveram o desenho antigo. Na traseira, as lanternas mantiveram o formato externo, mas ganharam contorno de duas linhas em led a partir da versão Intense, com três seções internas retangulares.

Por dentro, mudaram as saídas de ar, que ganharam um anel em preto brilhante ou em prata, dependendo da versão. O cluster do painel manteve o mesmo formato, mas os instrumentos ganharam novo desenho, incluindo conta-giros, computador de bordo e velocímetro digital. Algo semelhante foi feito com o console central, que manteve o mesmo formato básico, mas agora traz uma tela de 8 polegadas nas versões que contam com central multimídia e um rádio de duas alturas (2 DIN) na de entrada. Volante, painéis de porta e desenho dos bancos foram mantidos, mas com revestimentos com novos padrões.

Agora, a gama começa na versão Zen, que custa R$ 58.990 sem opcionais e traz de série airbags frontais e laterais, controle de estabilidade, ABS com assistente de partida em rampa, sistema Start/Stop, monitoramento da pressão dos pneus, DRL em led, computador de bordo, direção elétrica, ar-condicionado, rádio, travas e vidros dianteiros elétricos.

A versão acima é a Intense, que traz algumas diferenças estéticas, como maçanetas na cor do veículo e calotas em duas cores, e adiciona retrovisores elétricos, chave tipo canivete e central multimídia Media Evolution de 8 polegadas, com câmera de ré e conexão via cabo com aplicativos Android Auto e Apple CarPlay. O modelo tem como opcional pintura em duas cores, o que acrescenta R$ 2.500 ao preço. A pintura metálica acrescenta outros R$ 1.500. O começa em R$ 64.190 e pode chegar, incluindo ainda soleira nas portas dianteiras e sensor de obstáculos traseiro, a R$ 68.449,97.

A versão de topo é a Outsider, que traz um visual aventureiro. O modelo não tem pintura com duas cores como opcional, mas acrescenta barras no teto, borrachões laterais, skis frontal e traseiro e rodas de liga leve diamantadas. Completo, incluindo soleira e sensor traseiro, o Kwid Ousider chega a R$ 69.449.97.

O motor 1.0 de três cilindros SCe do Kwid passou por uma reconfiguração para responder aos novos níveis de emissões. No processo, a engenharia da Renault inclui Start/Stop e refinou o sistema de regeneração de energia. O resultado é que o modelo acabou conseguindo até melhorar o rendimento e ainda melhorou o consumo. A potência subiu de 66/70 cv para 68/71 cv e o torque de 9,4/98 kgfm para 9,4/10,0 kgfm.

Pelos cálculos da marca francesa, o Kwid 2023 está 3% mais econômico, com consumo urbano entre 10,8 e 15,3 km/l e rodoviário entre 11 e 15,7 km/l, dependendo da proporção de etanol e gasolina no tanque (por Eduardo Rocha/Auto Press).

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